Entrevista com Mallu Magalhães

No meu programa de música de hoje, sexta-feira, na RecordNews, às 22h, recebo uma convidada super especial: Mallu Magalhães. Faz muito tempo que eu estou atrás dela para ir ao programa e finalmente conseguimos.

Posso dizer que conheci uma das pessoas mais doces que encontrei nos últimos tempos. Ela é talentosa, carismática, simpática, sensível, generosa... Fiquei impressionada com a sensibilidade dessa menina de apenas 17 anos. Ela é diferente das meninas da idade dela, é sim! Ela é um referencial de comportamento, de postura e de humildade.

Assistam à entrevista, hoje, às 22h. RecordNews... para quem tem NET é canal 93... TVA é 50 e pouco... e sinal aberto eu não sei...

Beijos!

MC

 

 

Ceará

Vou colocar um texto atrasado... De quarta, que fiz no avião. Bjs!

Meus queridos,

Estou no avião indo para Fortaleza, Ceará. Essa terra é de gente muito boa, bacana e gentil. Sempre me trataram muito bem, aliás como em todo o Brasil! Todo lugar que vou, recebo muito carinho do povo, que é meu maior telespectador.

Eu sempre falo:  faço TV para o povo, não para intelectual. Sei a dificuldade que as pessoas lá do Amazonas, por exemplo, tem de ler um jornal. Lá, no meio da Amazônia, só tem TV e rádio, e olhe lá. Por isso, quem faz TV, deve ser muito consciente da responsabilidade social  que tem e sempre tentar colocar coisas boas no ar, ou pelo menos, não colaborar com o lixo que existe hoje no ar.

O DOZE MULHERES decidiu ir para o Ceará, porque foi lá que obtivemos os maiores índices de audiência do programa: 9 pontos de média e 15 de pico. Inacreditável, não é? Falar com as mulheres do Ceará foi uma forma de prestigiar quem tanto assistiu ao programa. Fora que a mulher nordestina é porreta, risos!!!!!

No caminho, no avião, música.

No meu IPOD, Janis Joplin. Quem falou que Amy Winehouse chega aos pés dessa diva chamada Janis Joplin???? Meu Deus, a voz de Joplin é i uma das vozes mais maravilhosas, enérgicas, pulsantes, vibrantes que eu já ouvi.

Canções como “A Woman Left Lonely”, “Trust Me”, “Mercedes Benz”, “Summertime”, “Move Over”, “Cry Baby”, “Bye, Bye Baby”… devem ser ouvidas porque fazem parte da história da música. Janis é o máximo musicalmente! Sou fãzona e assumo. Infelizmente, foi mais uma perdidona  na vida pessoal.

Bom, mas o que eu queria contar mesmo era a história das mulheres brasileiras. Vou até o Ceará entrevistar três damas fantásticas: uma vaqueira, uma rendeira e a primeira jornalista do Ceará... olha que honra!

Esta semana termino os 3 meses e meio de viagens atrás das mais maravilhosas mulheres que já conheci na vida. Sexta-feira, no máximo segunda, falo com a última e completo o ciclo de 144 mulheres. Na realidade, foram mais mulheres, porque eu sempre entrevistava uma a mais em cada país, por uma questão de segurança, mas o número certo, que foi ao ar é o de 144.

Este sábado é o México e no outro, dia 26, Brasil.

Sábado passado demos seis de média, obrigada.

Aguardo vcs, neste fim de semana.

Bjs!

MC

 

 

Queridos, 

Ontem, entrevistei a talentosa Ana Paula Lopes. Começou em 2003, tem uma voz lindíssima e uma história deliciosa de se ouvir. 

Não percam, hoje, 22h! Bjs! MC.

 

 

Queridos,

Voltei. Depois de três meses viajando, termino a temporada no Brasil. Ainda gravo duas semanas por aqui. O programa do dia 26 de dezembro será com mulheres brasileiras. 

Estou muito feliz, realizada, sinto que termino o ano totalmente diferente.

Eu praticamente fiz uma volta ao mundo em três meses e isso me acordou para tudo: desde coisas simples da vida como a importância de dar valor às pequenas coisas, que confesso, neste turbilhão televisivo que vivo, muitas vezes, acabo não tendo tempo e me esqueço de apreciar... até a reavaliação da minha carreira.

Este programa foi um grande divisor de águas para mim.

Eu amo o Doze Mulheres e com certeza foi o meu melhor programa nos últimos anos. Grande momento de felcidade!

No sábado, estarei no Peru. Mostrarei mulheres modernas, nada de poncho e flauta! Risos!!! Serão estilistas, artistas, a moça que ganhou como melhor atriz em Cannes!!!! Será bem bacana!

Assistam! Sábado, 0h30, na Record.

Beijos! MCândida

Falem comigo no twitter: mcandida2010

 

Em Tijuana, com mais 12 mulheres!

Estou em Tijuana, México.

Até ontem, estava em Los Angeles, San Diego, e todo mundo me assustou dizendo que aqui era perigoso. Peraíiiii... Sabe que fiquei até com medo? Depois, chegando aqui, percebi que era coisa de americano. É como no Brasil: bobeou, dançou. Nada de jóias aparentes, relógios, nada de dar mole e rezar para não dar de cara com um personagem de um filme do Robert Rodriguez. Risos! 

O grande problema por aqui ainda é o narcotráfico. A droga vem do Peru e da Colômbia.

Ontem, entrevistei uma dona de mercadinho. Um amor! A senhora Susana. Vcs acreditam que ela tem mais de dez tipos de chili para vender? Existem muitos... A burra aqui inventou de provar um pouquinho e... imaginem! Quase morri. Fiquei parecendo personagem de desenho animado, com a boca queimando, saindo foguinho.

As pessoas são muito amáveis, simpáticas e dóceis. Talvez seja a brutal diferença que sinta entre México e EUA. Minhas entrevistas americanas foram fantásticas, mas o povo que nos atende nas lojas, cafés, não é muito generoso, infelizmente do outro lado da fronteira. É o jeito deles. They just don’t care. Aqui, they care. É o oposto. Só é triste ver esse povo aqui tão pobre, oprimido, querendo aindaaaaaaaa buscar o sonho americano. Aliás, não acabou? Eles dizem que com a crise já não tem mais emprego. Mas ainda tem muita gente tentando atravessar a fronteira a pé, a nado, aos trancos e barrancos!

Enquanto estou aqui no México, vcs assistem, espero, meus programas...

Bem, este sábado vai ao ar um programa que eu adoro e que tem ligações profundas: o da Lituânia. Como vcs já devem ter me visto falar aqui minha vó veio de lá. Decidi colocar meu post de novo com algumas alterações no final para quem não leu entender porque esse programa é tão importante para mim.

 

PROGRAMA DESTE SÁBADO / 28-11-09: Lituânia

 

Quais surpresas me aguardam na Lituânia?

Estou no avião da cia aérea Finnair, saindo de Helsinque, capital da Finlândia, voando direto para Vilnius, na Lituânia. Um temor, uma curiosidade, uma apreensão acelera meu coração: é que não tenho a mínima idéia se conseguirei achar pelo menos uma mulher da minha família por lá. Quinta-feira, início de novembro, 2009, exatamente 80 anos depois que meus parentes lituanos chegaram ao Brasil, em um navio, em Santos, litoral paulista.

 

 

IMIGRAÇÃO: LITUÂNIA _ BRASIL

Minha história é parecida com a de centenas de filhos, netos e bisnetos de lituanos que chegaram ao Brasil, depois da truculência econômica pós-independência do país, em 1918 e problemas na Europa em geral. Em 10 anos, principalmente em 1929, houve um êxodo por causa do excedente de mão de obra no campo. Aqueles que moravam na Rússia voltaram fugidos da Revolução e o resultado foi um bando de desempregados. Os pequenos proprietários de terras venderam tudo e foram em busca do sonho dourado como fez a minha família. Foram ao todo 45 mil lituanos que chegaram ao Brasil.

Em 1929, as primas da minha bisavó moravam no Brasil e escreveram para ela dizendo que o lugar era ótimo, quente, bonito e tinha trabalho.

Imagina a minha bisavó, camponesa, com crianças, uma mulher forte, ambiciosa, no sentido de querer dar o melhor para a sua família... claro que convenceu o meu bisavô Alexander, que era descendente de poloneses,  a trilhar esse caminho encantador à primeira vista, mas difícil para quem fala uma língua difícil pacas...

 

PROGRAMA / INSPIRAÇÃO

Quando a idéia do Doze Mulheres tomou corpo, imediatamente pensei na história das mulheres da minha família, em como elas pararam em solo brasileiro. No fundo, as raízes foram fundamentais na construção deste programa.

As imagens, fotos, lembranças, tudo passava na minha cabeça, perguntava para a minha mãe ou para a minha tia-avó, a adorável tia Ligia, que é minha segunda mãe e uma menina ainda. Minha bisavó veio para o Brasil, em 1929, como eu já disse, em um navio com suas filhas e seu marido. Eles sonhavam com uma vida melhor.

E a grande personagem dessa história para mim é ela. E por conseqüência, minha avó, mãe, tia e eu, como a primeira da família a fazer um contato real com nossas raízes. 

Minha bisa, que eu não conheci, foi a minha grande inspiração para falar das mulheres do mundo, porque foi ela quem saiu de navio com duas filhas pequenas, uma no ventre e um marido com temperamento difícil e desbravou o Brasil, por causa dela eu sou brasileira! Minha querida avó Irene, que na realidade se chamava Regina Sereicikas, e mudaram o nome dela no porto, faleceu há dois anos e ficaria muito feliz de ouvir essa história. Pena! Não deu tempo. Mas ela está ouvindo lá de cima.

FAMÍLIA / TRABALHO

Tenho o maior orgulho do mundo de ter nascido de uma família de trabalhadores, porque acredito no trabalho, na força das mãos e da mente, que em conjunto tem sim a energia da transformação. Eu sou uma trabalhadora, sempre serei, apesar de adorar uma bolsa Chanel. 

Essa minha força, garra, luz deve vir desse sangue lituano e a mistura com o brasileiro deu esse “caos energético ambulante” que sou eu: um poço de idéias sem fim, que se perdem dentro da minha própria cabeça que não tem espaço suficiente para tanta coisa, tanta informação.

 

Resultados da viagem:

1-a entrevista com a presidente mulher mais votada da Europa (68%) foi sensacional!

2-não achei minha família ainda, mas achei todas as certidões de nascimento e casamento

3- virei manchete de jornal lituano

4- fotografei e virei matéria da revista feminina mais importante da Lituânia

5- fiz um programa lindo

Vale muito a pena assistir!

Sábado, 0h15, Record.

Maria Cândida

EStou no PERU.

Gravei minha primeira mulher. Ela faz um trabalho como a dos Doutores da Alegria. Linda!

Bjs

MC

Não percam o programa da França, hoje, dia 14 de novembro! DOZE MULHERESSSSSS

A partir das Oh, depois do Tom Cavalcanti, na Record.

Bjs

MC

 

Título: Nas ruas de Paris, uma doce fashionista relembra nossos anos 80! Salve, Evandro Mesquita!

 

Quando uma fotógrafa pariense, linda, namorada, praticamente casada, com o homem mais famoso do mundinho webfashion, o Scott, do site The Sartorialist, começa a cantar uma música da BLITZ, em frente a um dos mais modernetes hotéis-restaurantes de Paris, você faz o quê...????... Eu, no caso, canto junto!

E foi um tal de: “vc não soube me amar... (tuuum, tumm, Tum, tum,)...  vc não soube me amar (tanananatana...)... vc não soube me amaaaaaaaaaar... (tu, tu,tuunnn), você não soube me amar (ta, tannnn)... Amor, o que você tem? Você está tão nervoso???... Nada, nada, nada, nada!!! Foi besteira usar essa tática... Dessa maneira assim dramática... Eu tava nervoso... Nosso amor era uma orquestra sinfônica... E nosso beijo uma bomba atômicaaaa”... Risos!

Foi assim mesmo que eu e a Garance nos conhecemos. Ela, modernérrima, eu, de macacão verde, como alguém já deve ter percebido, cada programa eu troco a cor do macacão. A cor tem tudo a ver com o país... E para a França eu escolhi o verdepetróleo.

Leiam partes da entrevista que vai passar amanhã, depois do Show do Tom, 0h30, na Record:

Como é sua vida aqui?

Eu sou uma garota que nasceu na Córsega, no meio de muito verde, da tranqulidade, meus pais tinham um restaurante e eu os ajudava em tudo quando pequena. Tenho esse espírito aventureiro. Lembro que quando pequena, no verão, os barcos paravam e descia a Brigitte Bardot, vários artistas, sempre fui acostumada a ver gente assim.

Vc  acha que essa criação te facilitou o trabalho hoje?

Claro que sim. Às vezes, chego para  tirar fotos das pessoas mais famosas e elas tiram numa boa sem nem me conhecer. É porque peço sem achar que elas ninguém tão diferente de nós. E tudo acontece super natural.

Como vc reconhece alguém que deve fotografar?

A pessoa tem que ter algo a mais. Não ser aquela que é vítima da moda, que põe a capa da Vogue nela mesma... Deve criar o estilo, ter algo a mais, ser uma it girl. Dá para perceber quem só usa marca e quem sabe se vestir, fazer cabelo etc. O estilo não é o caro.

Como vc se tornou fotógrafa?

Por causa do Scott (do Sartorialist). Nós nos apaixonamos e um dia ele falou para mim e que tinha talento para fotografar... Comecei há dois anos. Escrevo sobre o comportamento das pessoas e tiro fotos.

Você vai mudar para Nova Iorque?

Possivelmente, sim.

Vai casar com ele?

Sim.

Nossa, que história romântica?

Risos... É... Sou uma mulher super feminina e romântica.

E vcs não vão competir?

São trabalhos semelhantes, mas fazemos de maneiras totalmente diferente.

Garance Doré é uma das 12 mulheres que eu escolho para as minhas entrevistas pelo mundo. Estou viajando por 12 países e, em cada um, entrevisto mulheres anônimas para o grande público, mas importantes no que elas fazem e formadoras de opinião.

Maria Cândida

WWW.12mulheres.com.br / WWW.maricanadida.com.br

 

 

Título: Nas ruas de Paris, uma doce fashionista relembra nossos anos 80! Salve, Evandro Mesquita!

 

 

Quando uma fotógrafa pariense, linda, namorada, praticamente casada, com o homem mais famoso do mundinho webfashion, o Scott, do site The Sartorialist, começa a cantar uma música da BLITZ, em frente a um dos mais modernetes hotéis-restaurantes de Paris, você faz o quê...????... Eu, no caso, canto junto!

E foi um tal de: “vc não soube me amar... (tuuum, tumm, Tum, tum,)...  vc não soube me amar (tanananatana...)... vc não soube me amaaaaaaaaaar... (tu, tu,tuunnn), você não soube me amar (ta, tannnn)... Amor, o que você tem? Você está tão nervoso???... Nada, nada, nada, nada!!! Foi besteira usar essa tática... Dessa maneira assim dramática... Eu tava nervoso... Nosso amor era uma orquestra sinfônica... E nosso beijo uma bomba atômicaaaa”... Risos!

Foi assim mesmo que eu e a Garance nos conhecemos. Ela, modernérrima, eu, de macacão verde, como alguém já deve ter percebido, cada programa eu troco a cor do macacão. A cor tem tudo a ver com o país... E para a França eu escolhi o verdepetróleo.

Leiam partes da entrevista que vai passar amanhã, depois do Show do Tom, 0h30, na Record:

Como é sua vida aqui?

Eu sou uma garota que nasceu na Córsega, no meio de muito verde, da tranqulidade, meus pais tinham um restaurante e eu os ajudava em tudo quando pequena. Tenho esse espírito aventureiro. Lembro que quando pequena, no verão, os barcos paravam e descia a Brigitte Bardot, vários artistas, sempre fui acostumada a ver gente assim.

Vc  acha que essa criação te facilitou o trabalho hoje?

Claro que sim. Às vezes, chego para  tirar fotos das pessoas mais famosas e elas tiram numa boa sem nem me conhecer. É porque peço sem achar que elas ninguém tão diferente de nós. E tudo acontece super natural.

Como vc reconhece alguém que deve fotografar?

A pessoa tem que ter algo a mais. Não ser aquela que é vítima da moda, que põe a capa da Vogue nela mesma... Deve criar o estilo, ter algo a mais, ser uma it girl. Dá para perceber quem só usa marca e quem sabe se vestir, fazer cabelo etc. O estilo não é o caro.

Como vc se tornou fotógrafa?

Por causa do Scott (do Sartorialist). Nós nos apaixonamos e um dia ele falou para mim e que tinha talento para fotografar... Comecei há dois anos. Escrevo sobre o comportamento das pessoas e tiro fotos.

Você vai mudar para Nova Iorque?

Possivelmente, sim.

Vai casar com ele?

Sim.

Nossa, que história romântica?

Risos... É... Sou uma mulher super feminina e romântica.

E vcs não vão competir?

São trabalhos semelhantes, mas fazemos de maneiras totalmente diferente.

Garance Doré é uma das 12 mulheres que eu escolho para as minhas entrevistas pelo mundo. Estou viajando por 12 países e, em cada um, entrevisto mulheres anônimas para o grande público, mas importantes no que elas fazem e formadoras de opinião.

Maria Cândida

WWW.12mulheres.com.br / WWW.maricanadida.com.br

 

 

 

DOZE MULHERES HOJE!!!!!

 

Vilnius é super graciosa e a presidente um barato!

Hoje tem 12 MULHERES na Tailândia. A PARTIR DE 0h15. Não percam, hein!!!

Depois me escrevam para falar o que acharam.

Acabo de ver uma entrevista o Gorbachev no Euronews em que falava sobre a Perestroika.

Depois eu conto, tá muito cedo...

BEIJOSSSSSSSSSSSSSSS

MC 

Titulo: Quais surpresas me aguardam, fora a presidente da Lituânia?

Estou no avião da cia aérea Finnair, saindo de Helsinque, capital da Finlândia, voando direto para Vilnius, na Lituânia. A gravação do programa DOZE MULHERES continua (este sábado, DIA 7 DE NOVEMBRO, a partir das 0h, na Record, vai ao ar o programa da TAILÂNDIA e está bacanérrimo... personagens ótimas!) e agora chegaremos num país que me deixa emocionada.  Um temor, uma curiosidade, uma apreensão acelera meu coração: é que não tenho a mínima idéia se conseguirei achar pelo menos uma mulher da minha família por lá. Eu explico. Tudo começou com a a Lituânia na minha cabeça! 

São 5 da tarde, dia 5, neve fortíssima, já está escuro, a asa do avião branca, horas de espera fora e dentro da aeronave. Quinta-feira, início de novembro, 2009, exatamente 80 anos depois que meus parentes lituanos chegaram ao Brasil, em um navio, em Santos, litoral paulista.

 IMIGRAÇÃO: LITUÂNIA _ BRASIL

Minha história é parecida com a de centenas de filhos, netos e bisnetos de lituanos que chegaram ao Brasil, depois da truculência econômica pós independência do país, em 1918 e problemas na Europa em geral. Em 10 anos, principalmente em 1929, houve um êxodo por causa do excedente de mão de obra no campo. Aqueles que moravam na Rússia voltaram ao país fugidos da Revolução e o resultado foi um bando de desempregados na Lituâia. O pais explodiu. Os pequenos proprietários de terras, caso do meu bisavô, venderam tudo e foram em busca do sonho dourado, um país diferente com muitaaaaaaaaaaa terra e muito trabalho. 

Ao todo, foram 45 mil lituanos que chegaram ao Brasil.

Em 1929, as primas da minha bisavó, lituanos, que já haviam se aventurado, escreveram para ela contando que o lugar era ótimo, quente, bonito e tinha trabalho. Imaginem a minha bisavó, camponesa, com crianças, uma mulher forte, ambiciosa, no sentido de querer dar o melhor para a sua família... claro que convenceu o meu bisavô Alexander a trilhar esse caminho encantador à primeira vista, mas difícil para quem fala uma língua difícil pacas. Vendram tudo e nunca mais voltaram.

PROGRAMA / INSPIRAÇÃO

Quando a idéia do Doze Mulheres tomou corpo, imediatamente pensei na história das mulheres da minha família, em como elas pararam em solo brasileiro. No fundo, as raízes foram fundamentais na construção deste programa. As imagens, fotos, lembranças, tudo passava pela minha cabeça, perguntava para a minha mãe ou para a minha adorável tia Ligia, que é minha segunda mãe e madrinha da minha filha Lara, que tem esse nome por causa da sua ascendência. 

A grande personagem dessa história toda para mim é minha bisa. E por conseqüência, minha avó, mãe, tia e eu, como a primeira da família a fazer um contato real com nossas raízes.  

Minha bisa, que eu não conheci, foi a minha grande inspiração para falar das mulheres do mundo, porque foi ela quem saiu de navio com duas três filhas pequenas (minha tia-avó, minha avó e uma que faleceu),  e mais uma no ventre. O marido tinha temperamento difícil e desbravou o Brasil por causa dela, mas sei que ele não gostava de lá. Mas por causa deles eu sou brasileira!!! Minha querida avó Irene, que na realidade se chamava Regina Sericikas, e mudaram o nome dela no porto, faleceu e ficaria muito feliz de ouvir essa história. Pena! Não deu tempo. Mas ela está ouvindo lá de cima.

FAMÍLIA / TRABALHO

Tenho o maior orgulho do mundo de ter nascido de uma família de trabalhadores, porque acredito no trabalho, na força das mãos e da mente, que em conjunto tem sim a energia da transformação. Eu sou uma trabalhadora, sempre serei, apesar de adorar uma bolsa Chanel.  Essa minha força, garra, luz deve vir desse sangue lituano e a mistura com o brasileiro deu esse “caos energético ambulante” que sou eu: um poço de idéias sem fim.

Amanhã, eu entrevisto a presidente da Lituânia. Uma mulher. Trinta minutos e só. Uma das nossas DOZE MULHERES lituanas.

Beijos!

Maria Cândida

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